Vermelhas, Brancas ... cor de rosa...
Com espinhos cravados no caule
vivaças sublimes e belas
com petalas sedosas como a peel de uma criança
rosas inocentes...
Rosas vermelhas mostram amor...
mas nao sao amor
Rosas belas! rosas com espinhos
Espinhos que sao irremoviveis
Espinhos cravados no meu peito
Espinhos que me perfuram o coração!
Espinhos, pequenos... cortantes
Assemelham se a facas que ferem profundamente...
feridas sem sutura...
feridas que o tempo esconde....
Esconde e amortiza!
recalca cicatrizes mal saradas
tempo que engana... tempo que disfarça...
(" A esperança da rosa branca")
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Parousia...
olho o horizonte e nada me ocorre...
Sinto a calma do correr continuo das aguas de um riacho imaginario...
Nao encontro palavras para definir a minha indifinição mental!
Tudo ao meu redor é singelamente pacifico. tudo ao meu redor!
o que me é intrínseco não é igual ao que me rodeia... Não é calmo nem pacifico, não é límpido nem singelo ou mesmo compreensivo.
sinto a brisa suave no meu corpo e uma lágrima a deslizar.
Não sei porque mas percorre me toda a face e morre nos meus lábios.
Talvez os meus pensamentos sejam fortemente fracos ou porem algo me falte. quem sabe, sejas coisas supérfluas e fúteis
Talvez os meus pensamentos sejam como falar grego, imperceptíveis a quem não tem perfeito domínio do dialecto. Olho mais uma vez ao meu redor e vejo tudo... tudo menos o que quero ver!
algo não esta presente... não esta como dizem os gregos "parousia". Parousia é estar realmente presente de corpo e alma, é estar todo o meu ser, teu ou o ser de alguém concentrado num local... é tudo!
é olhar ao nosso redor e absorver a informação, percepcionar e visualizar o que nos é oculto. é respirar e sentir a respiração de alguém e saber que só respiro porque realmente mereço respirar.
mundo incompreendido ao qual as pessoas, esses seres com duas pernas, não valorizam.
Eu própria não valorizo... eu própria por momentos não tenho parousia. é provocado ou simplesmente um acto de inconsciência. sinto a alma fora de mim, distante, o meu pensamento corre com o riacho, o meu coração moído assemelha se aos grãos de areia que trilho... talvez ele também tenha sido trilhado...
talvez me falhe a parousia para eu o ver como um todo... ou falta me ser holistica...
Sinto a calma do correr continuo das aguas de um riacho imaginario...
Nao encontro palavras para definir a minha indifinição mental!
Tudo ao meu redor é singelamente pacifico. tudo ao meu redor!
o que me é intrínseco não é igual ao que me rodeia... Não é calmo nem pacifico, não é límpido nem singelo ou mesmo compreensivo.
sinto a brisa suave no meu corpo e uma lágrima a deslizar.
Não sei porque mas percorre me toda a face e morre nos meus lábios.
Talvez os meus pensamentos sejam fortemente fracos ou porem algo me falte. quem sabe, sejas coisas supérfluas e fúteis
Talvez os meus pensamentos sejam como falar grego, imperceptíveis a quem não tem perfeito domínio do dialecto. Olho mais uma vez ao meu redor e vejo tudo... tudo menos o que quero ver!
algo não esta presente... não esta como dizem os gregos "parousia". Parousia é estar realmente presente de corpo e alma, é estar todo o meu ser, teu ou o ser de alguém concentrado num local... é tudo!
é olhar ao nosso redor e absorver a informação, percepcionar e visualizar o que nos é oculto. é respirar e sentir a respiração de alguém e saber que só respiro porque realmente mereço respirar.
mundo incompreendido ao qual as pessoas, esses seres com duas pernas, não valorizam.
Eu própria não valorizo... eu própria por momentos não tenho parousia. é provocado ou simplesmente um acto de inconsciência. sinto a alma fora de mim, distante, o meu pensamento corre com o riacho, o meu coração moído assemelha se aos grãos de areia que trilho... talvez ele também tenha sido trilhado...
talvez me falhe a parousia para eu o ver como um todo... ou falta me ser holistica...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Tudo.... a Nada!
Tudo... Tudo é muito, talvez demais!
Tudo é ser importante, por vezes relevando...
Nem sempre tudo é bom., nem sempre tudo é verdadeiramente tudo!
Nada... O nada nao existe... Nada corresponde ao vazio inexistente que em mim existe!
Nada... De tudo a nada... dualidade...
Tudo é ser importante...
Nada é ser insiganificante!
Fui tudo... Sou nada!!!
Nao sou nada ... mas existo!
Sou nada... mas sou tudo! penso sinto e sonho...
Mas... continuo no nada....
cai na insignificancia da importancia que me era atribuida... outrora revelada...
Insignificancia que ganha peso e torna se importante.... torna se tudo!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Morrer!!!
num momento meu de meditação... e em que me pediram delicadamente para morrer... pus me a pensar.... e cheguei a conclusao que morrer pode ser muito mais que simplesmente morrer....
Morrer não é perder a vida...
Morrer nao é fechar os olhos....
Morrer é ser vazio...
Morrer é ocultar o que se sente...
Morrer é dizer a alguém para MORRER!
Morrer.... morrer é irónico!
Morrer no interior... esvaindo sentimentos e desperdiçando palavras...
Morrer é nao ter alma!
Morrer é ser orgulhoso!
Morrer é odiar!
Morrer é perder algo...
morrer é.....MORRER!
Morrer é cair....
Morrer é viver sem amigos....
Morrer é nao saber amar.....
Morrer é perder o recondito da alma....
Vou valorizar mais!
Pergunto -me, porque estranho, porque não acredito....
Comentam a beleza dos meus olhos e a profundeza do meu olhar!....
Mas olhos assim merecem o que todos os dias enfrentam?
Toda a crueldade involuntária e mundanamente terrestres que penetram as minhas retinas e se depositam como memorias....?
Não vejo tudo.... os meus olhos não vêem tudo! é verdade que por vezes me atraiçoam...
Sinto que o que vejo pode ser pouco real.... vejo... mas quero tocar, sentir a sua existência!
os meus olhos levam me ao engano... Oferecem me ilusões ópticas de pouca qualidade....
Mas se olhar profundamente.... minuciosamente apercebo me que quase nada é o que mostra ser....
Por vezes nem imagem são.... sombras desfocadas, imperceptíveis... Energias ou sentimentos envoltos de energia...
Faz me entender...
Mas será que os meus olhos merecem ver o que todos os dias se passa neste cruel mundo?
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Diferente ou indiferente?
pela rua sigo.... escuto paro e penso... sim... porque penso? surges me... idealizo! planos sem prazo e procuro esquecer o sentido das coisas.... surges me simplesmente! és diferente
Será indiferente tu seres diferente? ou é diferente eu ser te indiferente?
Esvazio o meu pensamento e divago no meu cerebro...
viajo entre o passado e o futuro... porque desvalorizo o presente?
todos os dias me parecem iguais.... vou ao passado para recordar o diferente...
olho para o futuro e aguardo novamente pelo que é diferente!
mas... se repensar porque que tudo se torna infiferente?
divago no meu mundo! num mundo meu onde tudo é diferente... nada é perfeito!
mas o que faz a diferença la estará... ou mais uma vez será indiferente?
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